Como o histórico de movimentação de RTI reduz custos com estadias?

Sua empresa perde dinheiro com embalagens retornáveis que ‘desaparecem’ ou demoram semanas para voltar? A cobrança por estadia de pallets depende de planilhas e e-mails, gerando atritos com clientes e perdas financeiras que ninguém mede.
No cenário logístico brasileiro, a falta de visibilidade em tempo real é um gargalo operacional crítico. Este artigo mostra como um histórico de movimentação de RTI automatizado transforma esse desafio em receita, garantindo controle total e precisão na cobrança por atrasos.
O que é o Histórico de Movimentação de RTI?
Um RTI, ou Item de Transporte Retornável, é qualquer ativo logístico projetado para ser reutilizado múltiplas vezes na cadeia de suprimentos. Exemplos comuns incluem pallets, racks metálicos, caixas plásticas e contêineres. Estes ativos são a espinha dorsal para o transporte seguro e eficiente de produtos.
O histórico de movimentação de RTI é o registro digital detalhado de cada etapa da jornada de um ativo, como pallets e caixas. Ele captura automaticamente dados como localização, data e hora de cada movimento, substituindo controles manuais e eliminando erros de rastreamento para uma gestão precisa.
O grande diferencial está na substituição de controles manuais, como planilhas ou cadernos de anotações. Esses métodos são lentos, repletos de erros de digitação e não oferecem a visibilidade em tempo real que a logística moderna exige. Um histórico digital, por outro lado, cria um registro confiável e automatizado de onde cada ativo esteve, por quanto tempo e quando ele retornou.
Por que Rastrear a Estadia de Ativos é Crítico na Logística?
O rastreamento preciso da estadia de RTIs não é um luxo, mas uma necessidade financeira. Cada ativo que permanece parado em um cliente ou fornecedor representa capital imobilizado. Essencialmente, é dinheiro que não está trabalhando para gerar valor para a sua operação.
Essa falta de controle sobre o ciclo de vida dos ativos leva a prejuízos diretos e significativos que impactam a rentabilidade da empresa. A gestão eficiente do controle de RTI transforma um centro de custo em uma operação otimizada. A incapacidade de monitorar a estadia gera perdas que vão muito além do valor do ativo em si.
Os principais prejuízos financeiros de um rastreamento ineficiente incluem:
- Custo de reposição de ativos perdidos: A perda de RTIs, seja por extravio ou apropriação indevida, força a compra constante de novos itens, impactando diretamente o orçamento.
- Perda de receita por estadias: Sem um registro preciso de quanto tempo um ativo ficou com um cliente, torna-se impossível cobrar taxas por atraso na devolução, um importante fluxo de receita potencial.
- Ineficiência operacional: A falta de RTIs disponíveis pode paralisar linhas de produção ou atrasar expedições, criando gargalos e reduzindo a produtividade geral da operação.
Os Desafios do Controle Manual de Embalagens Retornáveis
Para um Gerente de Logística, depender de processos manuais para gerenciar milhares de embalagens retornáveis é uma fonte constante de estresse e ineficiência. A checagem visual e o registro em planilhas são processos inerentemente falhos. Eles consomem um tempo valioso da equipe, que poderia ser usado em atividades estratégicas.
O erro humano é o principal vilão. Um simples erro de digitação no código de um pallet pode fazê-lo “desaparecer” do inventário, gerando uma busca infrutífera e, eventualmente, sua perda definitiva. Além disso, a informação nunca está disponível em tempo real, o que impede a tomada de decisões rápidas e assertivas.
Outro grande desafio é a falta de provas concretas para a cobrança de estadias. Apresentar uma linha de planilha como evidência para um cliente é frágil e abre margem para contestações, desgastando a relação comercial. Somam-se a isso os altos custos de mão de obra para realizar inventários físicos, que são demorados, imprecisos e interrompem o fluxo normal da operação.
O Custo Oculto da Falta de Visibilidade dos Seus RTIs
A falta de visibilidade de pátio e dos RTIs em trânsito gera custos que vão muito além do valor de reposição de um pallet perdido. São perdas silenciosas que corroem a margem de lucro e a competitividade da empresa. Identificar esses custos ocultos é o primeiro passo para justificar o investimento em automação.
Essas despesas não aparecem de forma clara nos relatórios financeiros, mas seu impacto é real e cumulativo. Elas se dividem em categorias que afetam desde o caixa da empresa até a produtividade da equipe.
Perdas Diretas
Este é o custo mais óbvio: o dinheiro gasto na compra de novos ativos para substituir aqueles que foram perdidos, danificados ou simplesmente desapareceram. Empresas no Brasil chegam a perder até 20% de seu parque de RTIs anualmente, um valor que impacta diretamente o fluxo de caixa e o cumprimento de normas de auditoria de ativos, como o CPC 27.
Custos de Oportunidade
Aqui reside o “dinheiro deixado na mesa”. Trata-se da receita que sua empresa deixa de faturar por não conseguir aplicar multas e taxas de estadia devido à falta de dados confiáveis. Sem um registro preciso e automatizado, a cobrança se torna inviável e a empresa assume o prejuízo da indisponibilidade do seu próprio ativo.
Ineficiência Operacional
Considere as horas de trabalho que sua equipe gasta em tarefas de baixo valor agregado, como procurar pallets no pátio, contar caixas manualmente ou ligar para clientes para saber o paradeiro dos ativos. Esse tempo representa um custo de mão de obra significativo que poderia ser realocado para otimizar rotas, melhorar o processo de carregamento ou planejar a demanda logística.
Como a Tecnologia RFID Automatiza a Gestão do Histórico?
A automação do histórico de movimentação é realizada com a implementação da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID). A solução da Activa-ID simplifica e torna este processo à prova de erros, eliminando completamente a necessidade de intervenção humana para a coleta de dados. O processo é direto e robusto.
Primeiramente, tags RFID duráveis e adequadas ao ambiente industrial são fixadas em cada RTI, seja um pallet, uma caixa ou um rack. Cada tag possui um código de identificação único, funcionando como um “RG digital” para o ativo. Essa identidade é permanente e inviolável.
Em seguida, portais de leitura RFID são instalados em pontos de passagem estratégicos, como docas de expedição e recebimento ou portões de acesso. Quando um caminhão carregado com RTIs tagueados passa por um portal, todas as tags são lidas de forma instantânea e simultânea, sem que o veículo precise parar. Essas informações são enviadas em tempo real para o software AXHub, que centraliza e organiza todo o histórico de movimentação.
Transformando Dados em Ação: Relatórios e Cobrança Automática
A coleta de dados por si só não resolve o problema; o verdadeiro valor está em transformar essa informação em ações estratégicas. É exatamente isso que a plataforma AXHub faz. Ela converte o fluxo de dados brutos do RFID em inteligência de negócio, apresentada em relatórios claros e acionáveis.
Com apenas alguns cliques, o gestor pode visualizar o tempo exato de permanência de cada RTI em cada cliente, identificar gargalos e ver quais ativos estão em risco de perda. Os relatórios são automáticos e podem ser configurados para emitir alertas quando um ativo excede o tempo de estadia pré-definido.
Mais importante ainda, esses dados servem como prova incontestável para a cobrança de estadias. O sistema gera um registro com data, hora e local de cada leitura, eliminando discussões e fortalecendo a relação comercial com base na transparência. Essa automação não só recupera receita, mas também incentiva a devolução dos ativos, promovendo a economia circular e otimizando o uso do seu parque de RTIs.
Conclusão:
Ignorar a movimentação de RTIs não é mais uma opção. A automação de dados com tecnologias como RFID transforma um grande centro de custo e perdas em uma operação controlada, eficiente e até mesmo uma fonte de receita através da cobrança justa por estadias.
A visibilidade em tempo real fornecida pela Activa-ID Tecnologia oferece o controle que sua gestão logística precisa para eliminar gargalos e otimizar o uso de ativos. Solicitar um diagnóstico para sua empresa leva apenas alguns minutos — e o retorno sobre o investimento vale muito a pena.
Activa-ID Tecnologia — Dados Únicos em Visibilidade, Automação e Resultado A Activa-ID Tecnologia é uma DataTech especializada em rastreabilidade, identificação e visibilidade operacional em tempo real, integrando hardware (RFID, BLE, QR Code) e software (AXHub, Leads iD, Activa Flow) para indústrias, logística, saúde e varejo em todo o Brasil.
FAQ – Perguntas Frequentes
Respondemos abaixo algumas das dúvidas mais comuns sobre o controle e o histórico de movimentação de RTIs.
O que exatamente é um RTI?
RTI é a sigla para “Returnable Transport Item”, ou Item de Transporte Retornável. Refere-se a qualquer ativo logístico reutilizável, como pallets, caixas plásticas, racks metálicos e contêineres, que circulam entre sua empresa e seus parceiros e precisam retornar ao ciclo operacional.
Como a cobrança de estadia é calculada com o sistema?
O sistema da Activa-ID registra automaticamente a data e hora exatas de saída e retorno de cada RTI. As regras de negócio, como o tempo limite para devolução por cliente, são configuradas na plataforma AXHub, que gera relatórios precisos para faturar multas por atraso de forma automática e incontestável.
É possível integrar os dados de movimentação com meu sistema ERP?
Sim. A plataforma AXHub foi desenvolvida para se integrar via APIs com os principais sistemas de gestão do mercado, como ERPs e WMS. Isso garante que os dados sobre a localização dos ativos e as informações para faturamento de estadias estejam sempre sincronizados com seus sistemas centrais.
Qual o ROI esperado ao implementar o rastreamento de RTIs?
O retorno sobre o investimento (ROI) é rápido e multifacetado. Ele vem da drástica redução de perdas e custos de reposição de ativos, da nova receita gerada pela cobrança de estadias, e da otimização da mão de obra, que é liberada de tarefas de inventário manual.
Além de pallets, que outros ativos podem ser gerenciados?
A mesma tecnologia de identificação (RFID, BLE) e a plataforma de software podem ser aplicadas para rastrear praticamente qualquer ativo crítico. Isso inclui ferramentas de alto valor, equipamentos de TI, uniformes e EPIs, e até mesmo o fluxo de veículos no pátio logístico.

Luciana Cabrini
AutoraLuciana Cabrini atua na construção de soluções que conectam identificação, rastreabilidade, automação e inteligência de dados para empresas que desejam transformar operações físicas em dados confiáveis para tomada de decisão.





